sábado, 20 de dezembro de 2014

Modelos usam preenchimento em editorial de moda plus size. Você concorda?

Parecia tudo certo. O movimento plus size foi ganhando espaço na medida em que esse mercado também ia crescendo e buscando atender aos milhares de consumidores que não se adequavam ao famigerado manequim 36/38. Nós gordos sabíamos que novas possibilidades estavam surgindo, principalmente a respeito do nosso guarda-roupa, sempre tão vazio e com peças sem graças. Agora parecia que ele começava a ser preenchido com peças coloridas, descoladas, na moda e desenvolvidas especialmente para o nosso corpo gordo.A perspectiva era de que dessa vez nós teríamos nosso espaço, seríamos, mesmo que aos poucos, inseridos como pessoas com atividades normais. Sim, tudo normal, assim como qualquer magro, e não mais caricaturados como o gordo engraçado, divertido, preguiçoso e doente.Por um tempinho, e mesmo com o preconceito ainda muito latente e pessoas nos criticando, vimos o florescer de blogs, sites, portais, concursos e modelos plus sizes. E isso só para citar alguns meio que vinham quebrando paradigmas e provando que, diferente do que sempre pregaram, dá para estar acima do peso e, ao mesmo tempo, ser feliz e saudável.Moda x universo plus sizeA moda sempre foi uma das principais ferramentas para alavancar a autoestima. Obviamente, usada de forma inteligente pode transformar a maneira com que uma pessoa lida consigo mesma, sendo ela magra ou gorda. O objetivo é que as pessoas consigam usar peças corretas para, assim, valorizar seus pontos físicos mais fortes. E a e as mulheres plus size começaram a fazer isso ao se verem representadas nos catálogos de moda de um mercado em plena ascensão.O sonho de toda gorda é ver outra gorda linda, exuberante e bem vestida nos materiais publicitários. Elas querem se projetar, sentir como a roupa vai ficar nela própria. Porém, as confecções e produtores parecem estar mais atentos a não extrapolar o tamanho GG. Não vou entrar na questão de estarem diminuindo cada vez mais as modelos plus size escolhidas nos castings no Brasil, mas a um modismo fora do país de preencherem com espumas os corpos das modelos plus size para deixarem-nas mais curvilíneas.Modelos usam preenchimento em editoriais de modaSim, algumas grifes estão escolhendo modelos tamanho 12, aqui no Brasil correspondem aos manequins 44/46, e se as peças a serem fotografadas forem maiores, as modelos sacam seus kits e preenchem seus bumbuns, seios, coxas ou barrigas com espumas. Sim, espumas que aumentam as curvas e, consequentemente, as roupas. A desculpa para tal absurdo é que as mulheres possuem corpos diferentes e que as espumas facilitam a vida. Esses preenchimentos funcionam como os prendedores de roupa que são escondidos nos editoriais feitos com modelos magras, usados para não mostrar o pano que sobra das peças.Considerando o tamanho das modelos em questão [que usam espumas], que pelas fotografias parecem jamais vestirem manequins 44/46, me vem a certeza de que a indústria da moda realmente vem diminuindo o tamanho das peças. E, claro, com elas a exigência por corpos cada vez mais magros. A grande questão é por que não contratar mulheres realmente mais voluptuosas para vender para um mercado cheio de mulheres gordas? A resposta de que as grifes não querem ver suas marcas atreladas à obesidade é controverso. Afinal, o dinheiro que as sustentam vem de mulheres e é com a opinião delas que eles precisam se preocupar.Então, me vem outro questionamento: existe preconceito entre as grifes tradicionais e quem vende para o mercado plus size num patamar menos respeitável? E, por isso, admite-se gordas preenchidas com espumas mas não preenchidas com tecido adiposo? Pois é, a espuma parece camuflar o preconceito de que mulheres gordas não vendem.As pessoas querem roupas para se sentir confiantes, principalmente as mulheres. Será mesmo que pessoas gordas querem ver mulheres magras vendendo suas roupas como muitos dizem por ai? Antigamente podia-se até acreditar nisso, mas as coisas mudaram. Hoje, a mulher plus size tem aprendido a lidar com o seu corpo e a não mais escondê-lo. E isso quer dizer que não há mais projeção em corpos magros, mas em silhuetas similares.Portanto, acredito eu que a confecção que utiliza de mulheres magras ou emagrecem suas modelos para vender para um mercado de mulheres gordas está dizendo explicitamente que não gosta do visual das gordas, apenas quer o seu dinheiro. Dizer que uma roupa não fica bem numa mulher com manequim maior é desmerecer o próprio produto e a equipe de fotógrafos, além da produção escolhida para os clicks da campanha. Que a moda da espuma não chegue por aqui, pois seria um grande retrocesso. Temos modelos lindas demais para terem suas curvas transformadas em superficialmente.Quer conhecer algumas dessas modelos que usaram preenchimento nas fotos de uma grife e o que elas acham disso?CLIQUE NAS IMAGENS PARA CONFERIR! *Siga o Tempo de Mulher nas redes sociais: Facebook / Twitter / Instagram*Curta a FANPAGE da Ana Paula Padrão

MODELOS USAM PREENCHIMENTO EM EDITORIAL DE MODA PLUS SIZE. VOCÊ CONCORDA?

Parecia tudo certo. O movimento plus size foi ganhando espaço na medida em que esse mercado também ia crescendo e buscando atender aos milhares de consumidores que não se adequavam ao famigerado manequim 36/38. Nós gordos sabíamos que novas possibilidades estavam surgindo, principalmente a respeito do nosso guarda-roupa, sempre tão vazio e com peças sem graças. Agora parecia que ele começava a ser preenchido com peças coloridas, descoladas, na moda e desenvolvidas especialmente para o nosso corpo gordo.

A perspectiva era de que dessa vez nós teríamos nosso espaço, seríamos, mesmo que aos poucos, inseridos como pessoas com atividades normais. Sim, tudo normal, assim como qualquer magro, e não mais caricaturados como o gordo engraçado, divertido, preguiçoso e doente.Por um tempinho, e mesmo com o preconceito ainda muito latente e pessoas nos criticando, vimos o florescer de blogs, sites, portais, concursos e modelos plus sizes. E isso só para citar alguns meio que vinham quebrando paradigmas e provando que, diferente do que sempre pregaram, dá para estar acima do peso e, ao mesmo tempo, ser feliz e saudável.

Moda x universo plus size
A moda sempre foi uma das principais ferramentas para alavancar a autoestima. Obviamente, usada de forma inteligente pode transformar a maneira com que uma pessoa lida consigo mesma, sendo ela magra ou gorda. O objetivo é que as pessoas consigam usar peças corretas para, assim, valorizar seus pontos físicos mais fortes. E a e as mulheres plus size começaram a fazer isso ao se verem representadas nos catálogos de moda de um mercado em plena ascensão.

O sonho de toda gorda é ver outra gorda linda, exuberante e bem vestida nos materiais publicitários. Elas querem se projetar, sentir como a roupa vai ficar nela própria. Porém, as confecções e produtores parecem estar mais atentos a não extrapolar o tamanho GG. Não vou entrar na questão de estarem diminuindo cada vez mais as modelos plus size escolhidas nos castings no Brasil, mas a um modismo fora do país de preencherem com espumas os corpos das modelos plus size para deixarem-nas mais curvilíneas.

Modelos usam preenchimento em editoriais de moda
Sim, algumas grifes estão escolhendo modelos tamanho 12, aqui no Brasil correspondem aos manequins 44/46, e se as peças a serem fotografadas forem maiores, as modelos sacam seus kits e preenchem seus bumbuns, seios, coxas ou barrigas com espumas. Sim, espumas que aumentam as curvas e, consequentemente, as roupas. A desculpa para tal absurdo é que as mulheres possuem corpos diferentes e que as espumas facilitam a vida. Esses preenchimentos funcionam como os prendedores de roupa que são escondidos nos editoriais feitos com modelos magras, usados para não mostrar o pano que sobra das peças.

Considerando o tamanho das modelos em questão [que usam espumas], que pelas fotografias parecem jamais vestirem manequins 44/46, me vem a certeza de que a indústria da moda realmente vem diminuindo o tamanho das peças. E, claro, com elas a exigência por corpos cada vez mais magros. A grande questão é por que não contratar mulheres realmente mais voluptuosas para vender para um mercado cheio de mulheres gordas? A resposta de que as grifes não querem ver suas marcas atreladas à obesidade é controverso. Afinal, o dinheiro que as sustentam vem de mulheres e é com a opinião delas que eles precisam se preocupar.

Então, me vem outro questionamento: existe preconceito entre as grifes tradicionais e quem vende para o mercado plus size num patamar menos respeitável? E, por isso, admite-se gordas preenchidas com espumas mas não preenchidas com tecido adiposo? Pois é, a espuma parece camuflar o preconceito de que mulheres gordas não vendem.

As pessoas querem roupas para se sentir confiantes, principalmente as mulheres. Será mesmo que pessoas gordas querem ver mulheres magras vendendo suas roupas como muitos dizem por ai? Antigamente podia-se até acreditar nisso, mas as coisas mudaram. Hoje, a mulher plus size tem aprendido a lidar com o seu corpo e a não mais escondê-lo. E isso quer dizer que não há mais projeção em corpos magros, mas em silhuetas similares.

Portanto, acredito eu que a confecção que utiliza de mulheres magras ou emagrecem suas modelos para vender para um mercado de mulheres gordas está dizendo explicitamente que não gosta do visual das gordas, apenas quer o seu dinheiro. Dizer que uma roupa não fica bem numa mulher com manequim maior é desmerecer o próprio produto e a equipe de fotógrafos, além da produção escolhida para os clicks da campanha. Que a moda da espuma não chegue por aqui, pois seria um grande retrocesso. Temos modelos lindas demais para terem suas curvas transformadas em superficialmente.

A modelo Sabina Karlsson, 26 anos, ficou surpresa depois que se tornou modelo plus size e descobriu que teria que usar enchimentos. No entanto, ela afirma que não se importa de usá-los se isso vai satisfazer os clientes, mas preferia não ter que fazê-lo. "Quando eu era modelo fashion eu não era magra o suficiente, e agora que assumi meu corpo parece que não estou suficientemente curvilínea. Seria bom ser modelo de mim mesma para a sociedade saber que as top plus size não têm os mesmos tamanhos. Além de mostrar que podemos ser cheias de curvas num tamanho 12 (44/46 no Brasil)."

SABINA KARLSSON

A modelo Sabina Karlsson, 26 anos, ficou surpresa depois que se tornou modelo plus size e descobriu que teria que usar enchimentos. No entanto, ela afirma que não se importa de usá-los se isso vai satisfazer os clientes, mas preferia não ter que fazê-lo. "Quando eu era modelo fashion eu não era magra o suficiente, e agora que assumi meu corpo parece que não estou suficientemente curvilínea. Seria bom ser modelo de mim mesma para a sociedade saber que as top plus size não têm os mesmos tamanhos. Além de mostrar que podemos ser cheias de curvas num tamanho 12 (44/46 no Brasil)."

A modelo Lauren Chan, 24 anos, afirma que usa enchimento porque ele deixa suas curvas mais bonitas e, consequentemente, as roupas que fotografa.Ela acredita que, se há 10 anos não poderíamos sonhar com essa possibilidade de inserir novos padrões na moda em um ritmo tão acelerado, hoje já podemos esperar que daqui a dez anos tenhamos uma indústria sem categorias.

LAUREN CHAN

A modelo Lauren Chan, 24 anos, afirma que usa enchimento porque ele deixa suas curvas mais bonitas e, consequentemente, as roupas que fotografa. Ela acredita que, se há 10 anos não poderíamos sonhar com essa possibilidade de inserir novos padrões na moda em um ritmo tão acelerado, hoje já podemos esperar que daqui a dez anos tenhamos uma indústria sem categorias.

A modelo Iskra Lawrence, 24 anos, se diz feliz e orgulhosa de vestir 12 (no Brasil 44/46).Ela diz ainda que os enchimentos facilitam na hora das fotos porque modificam suas curvas quando ela precisa fotografar peças maiores.

ISKRA LAWRENCE

A modelo Iskra Lawrence, 24 anos, se diz feliz e orgulhosa de vestir 12 (no Brasil 44/46).Ela diz ainda que os enchimentos facilitam na hora das fotos porque modificam suas curvas quando ela precisa fotografar peças maiores.

Krista Cohen, modelo de 29 anos, acredita que os enchimentos são como os colágenos nas bochechas ou lábios que muitas pessoas colocam. A diferença é que o colágeno é permanente.Já esses acessórios apenas preenchem áreas que a gente gostaria de ter, portanto, tudo resume-se em sentir-se melhor consigo mesma, mesmo sendo uma ferramenta de trabalho.

KRISTA COHEN

Krista Cohen, modelo de 29 anos, acredita que os enchimentos são como os colágenos nas bochechas ou lábios que muitas pessoas colocam. A diferença é que o colágeno é permanente.Já esses acessórios apenas preenchem áreas que a gente gostaria de ter, portanto, tudo resume-se em sentir-se melhor consigo mesma, mesmo sendo uma ferramenta de trabalho.

FONTE: VILA MULHER

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